2026 impõe desafios ao varejo com inflação, juros altos e reforma tributária
- Yukê Comunicação

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Cliente: Sindilojas PG
Com Selic elevada, inflação pressionando alguns segmentos e a transição para o novo modelo tributário, o varejo enfrenta um cenário de incertezas e necessidade de ajustes ao longo de 2026

2026 é um ano desafiador para o setor varejista, impulsionado pela inflação, pela taxa básica de juros alta e a reforma tributária, que unificará diversos impostos em apenas dois.
Apesar de fechar dentro da meta do Banco Central, a inflação em 2025 chama atenção. Com taxa anual de 4,26%, alguns grupos apresentaram alta superior à média, como o vestuário com variação de 4,99%.
A taxa básica de juros, em 15%, é outro item que vem preocupando os empreendedores. “Juros altos encarecem o crédito, o parcelamento e o financiamento, então os clientes pensam duas vezes antes de comprar. Com isso, o varejo sente queda no volume de vendas”, ressalta o presidente do Sindilojas, José Carlos Loureiro Neto.
Outro efeito da Selic alta é o crédito mais caro para a própria empresa. “O capital de giro, a antecipação de recebíveis, os empréstimos bancários e até o rotativo do cartão ficam mais pesados quando a taxa de juros está alta. O custo financeiro sobe e corrói a margem, mesmo quando o faturamento se mantém. É uma situação complexa e desafiadora”, enfatiza o presidente.
Além disso, a reforma tributária é outro item na lista de preocupações do setor, que, no curto prazo enfrenta custos de adaptação, ajustes em sistemas e revisão de preços e margens.
Setor em crescimento no último trimestre
Mesmo com tantos desafios, o setor mostrou crescimento no Paraná no segundo semestre de 2025, conforme pesquisa da Fecomércio/PR e Sebrae/PR.
Segundo a pesquisa, a variação foi positiva em 0,93% em Ponta Grossa comparando janeiro a outubro de 2025 e 2024. Já em relação a setembro e outubro de 2025, o crescimento foi de 4,12%.
Em 2026 é esperado crescimento, já que acontecem grandes eventos, como as eleições e Copa do Mundo.













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