Mesmo dentro da meta, inflação pesa no dia a dia do setor de alimentação
- Yukê Comunicação

- 16 de jan.
- 2 min de leitura
Cliente: Abrasel Campos Gerais
Mesmo com o IPCA dentro da meta em 2025, aumentos concentrados em alimentos e insumos seguem pressionando bares e restaurantes, exigindo equilíbrio na gestão para manter preços, qualidade e sustentabilidade dos negócios

A inflação em 2025 encerrou o ano em 4,26%, índice abaixo do teto da meta do Conselho Monetário Nacional. Entretanto, dentro dos grandes grupos mapeados, há aumentos expressivos acima do índice geral, como na alimentação fora do lar.
Segundo os dados do IBGE, café moído (35,65%), manga (21,75%), chocolate a achocolatado em pó (21,1%), cafezinho (15,5%), margarina (9,91%) e até mesmo o biscoito (8,32%) tiveram grande reajuste no ano.
Para Lucas Klas, presidente da Abrasel Campos Gerais, os dados só mostram o que muitos empresários já sentem diariamente. “Nossos associados comentam que os preços estão cada dia mais altos, que cada ida às compras é uma surpresa negativa e que repassar aos clientes esse reajuste virou um desafio”.
O presidente ressalta ainda a importância do associativismo para enfrentar o atual cenário. “A Abrasel oferece aos empresários diversas parcerias para reduzir custos, como da máquina de cartão, luz, gás, ou itens do dia a dia, como de higiene e embalagens”.
Para Christian Dykstra, diretor administrativo do Frederica’s Koffiehuis, a inflação é o grande vilão do setor.
“O aumento constante dos custos pressiona preços, reduz margem e limita investimentos, criando um cenário desafiador para manter qualidade, competitividade e sustentabilidade do negócio”.
Luana Banisky, proprietária do Cantinho do Torresmo, comenta ser preciso ter jogo de cintura diante de tantos aumentos. “O reajuste frequente de insumos exige adaptação constante, criatividade na gestão e muito equilíbrio para seguir oferecendo um produto de qualidade sem repassar todo o impacto ao cliente”.
Entre 2020 e 2025, o setor de alimentação vem sofrendo com os aumentos constantes dos preços, com alta acumulada de 44,05%, abaixo da inflação de alimentos e bebidas (54,20%) e da alimentação no domicílio (61,15%).
Ou seja, mesmo com os reajustes recentes, os estabelecimentos seguraram preços por muito tempo. “O setor está tentando equilibrar as contas diante de aumentos acumulados que vieram de toda a cadeia produtiva”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.
Entretanto, mesmo em um cenário desafiador, os negócios se mostram confiantes com 2026. Segundo pesquisa da Abrasel, 62% dos empresários esperam faturar mais neste ano, e 48% acreditam que a economia vai melhorar.













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